O filme do Cristiano Ronaldo

O documentário sobre o Cristiano Ronaldo, criado pelo próprio, relata uma história comomente que vai muito além do futebol.

Um jovem, retornado da guerra do ultramar, que casa com uma rapariga abandonada pelo pai aos cinco anos de idade, e tenta suportar a família sobre a influência do alcool.

A sua esposa, vitima de maus tratos, desorientada e sem saber como escapar à pobresa, negligência e maus tratos, lamenta uma quinta gravidez e pensa em fazer um aborto, que acaba por não levar a cabo. Dessa gravidez nasce o Cristiano Ronaldo.

Cristiano Ronaldo aos sete anos de idade interessa-se pelo futebol e descobre que tem jeito para o jogo. Provavelmente aproveita esse facto para fugir à miséria familiar e à negligência de um pai alcoólico que nunca chegou a conhecer bem. A mãe também percebe a oporunidade e suporta a partida do filho para Lisboa.

Concentra toda a sua enegia no futebol acabando por se tornar um dos jogadores mais bem pago e respeitado do mundo. Utiliza os seus recursos para tentar salvar o pai do alcool e posteriormente o seu irmão mais velho que também tinha problemas de bebida.

Tenta criar com o Cristiano Junior a relação pai-filho que provalmente gostaria de ter tido com o seu prórprio pai.

Tudo isto pode ser visto no documentário criado pelo prórpio e que esteve em exebição nos cinemas em todo o mundo no dia 9 de Novembro de 2015 apenas por um dia.

Referência: Everything you always wanted to know about Cristiano Ronaldo

Glossofobia

Quando desafiei o Luís Marrana a escrever um artigo sobre comunicação, ele decidiu escrever sobre Glossofobia, ou, trocando por miúdos, o medo de falar em público.

O Luís é um amigo de longa data e campeão mundial de discursos preparados em Português, então, ninguém melhor do que ele para nos falar sobre este assunto.

Fiquem bem e bons negócios!

Entra o Luís:


Glossofobia não está definido em muitos dicionários, mas aceita-se que se refere ao medo de falar em público.

Eu não tenho medo de nada!! vocifera o corajoso.

Sim, estou a ver, confirmo eu, cauteloso, ante a reivindicação agressiva, e também noto que tem a testa e as palmas das mão brilhantes, humidas, que nestes últimos minutos não parou de caminhar nervosamente ao longo do gabinete e que só parou para beber água.

Fica nesse estado de cada vez que tem de apresentar algo á sua equipa?

O estado de nervosismo que antecede os momentos de fazer uma apresentação na empresa, uma conferencia, ou de simplesmente dirigir umas palavras de circunstância numa reunião de velhos amigos, pode manifestar-se exteriormente das mais diversas formas. As mais comuns são as referidas acima, mas há também quem aponte as famosas “borboletas no estômago”, o tremer da voz, a gaguez, as perdas de memória ou até mesmo pânico!

Muitos estudos apontam para que seja esta uma das fobias mais referidas e, no entanto, como seres humanos e, por isso mesmo, como seres sociais, falar em público é algo que nos caracteriza civilizacionalmente. Algo que é determinante no nosso progresso social e profissional. Ora se falar em público e ter medo de o fazer são características da nossa civilização, como ultrapassar este problema e alcançar o sonho de enfrentar confortavelmente a plateia?

Uma abordagem, sugere a busca interior do motivo ancestral, o seu tratamento e a recuperação a partir desse ponto.

Uma outra abordagem, sem se preocupar com as raízes, sugere a decomposição dos elementos determinantes do sucesso de uma comunicação eficaz, o respectivo estudo individualizado acompanhado de uma prática regular, até que os sintomas desapareçam e o nível de comunicação desejado seja alcançado.

Há também quem defenda a necessidade da complementaridade das abordagens.

Possivelmente não há um método melhor. Haverá sim pessoas que alcançarão melhores resultados com um deles e esse será o melhor método…..para elas.

Não sendo médico, resta-me pronunciar-me sobre este tema com a prática que tenho: A de escutar discursos, ter a noção dos diferentes elementos que os integram e da sua relevância para o resultado esperado e constatar que a segurança gerada pelo domínio das partes confere ao orador a autoconfiança sobre si próprio.

Se o orador antecipa, deseja claramente um resultado, tem a consciência dos elementos determinantes para o alcançar, preparou-se, e é escutado pela sua audiência, cativando-a, estará de tal forma focado no resultado que não terá espaço para………. estar nervoso!!

Todos conhecemos exemplos de métodos de comunicação criados com fins precisos e que são extremamente eficazes.

Atentemos em alguns a título de exemplo:

Quando um jornalista fala intermináveis minutos acerca de um qualquer “não assunto” aguardando a chegada do entrevistado ou simplesmente ocupando minutos de programação, dizemos que está a “encher chouriços”. Inconscientemente sabemos que há um conjunto de características que definem este tipo de comunicação. É capaz de as identificar?

Quando um médico se dirige a uma plateia de não médicos utilizando termos científicos e técnicos, dos quais os comuns mortais não percebem nada, costumamos usar uma expressão jocosa: “falou muito bem, mas não entendi nada!”. Expressando com isso a inexistência de comunicação, de “pôr em comum”.

Quando um advogado cita com destreza alucinante alíneas e artigos de diplomas legais, interpretações e pareceres de doutos jurisconsultos que brilhantemente se opõe a outros muito eminentes jurisconsultos que se sustentam de forma não menos brilhante em tantos mais diplomas legais, alíneas e artigos…...percebemos que não percebemos. Percebemos que o discurso é hermético. Criado para impressionar, mas não para comunicar.

Finalmente o discurso político, claro, bem fundamentado, simples e acessível que apenas pode ser completamente compreendido em contexto, que propositadamente não fere mas aponta, que sugere mas não escolhe, que apenas” levanta a ponta do véu”, que promete e não compromete…...que nos encanta e irrita. Tem e nós reconhecemo-las, características próprias e muito bem definidas.

Se somos capazes de reconhecer estes tipos de discurso, se as descrições feitas nos sugerem imagens, momentos, oradores, então porque não somos nós capazes de criar o nosso próprio estilo?

A resposta está na identificação do propósito, na identificação dos elementos certos para alcançar o resultado, na afinação e no treino. Já pensou nisso?

A importância de uma mentalidade centrada nos clientes

O médico tem um número limitado de consultas por dia no seu consultório privado. Todos os dias ele tem o mesmo problema - disponibilidade zero e vários cancelamentos de última hora ou ausências.

Esta situação é frustrante e faz com que ele perca dinheiro. Talvez pudesse resolver o problema instituindo uma taxa de cancelamento, cobrando aos clientes que cancelem a menos de 24 horas da sua consulta. Mas ele sabe que esta medida pode afastar alguns dos seus clientes.

Quando você encontra um problema é natural que seja reativo. Isso pode ser útil em algumas situações - Se a torneira está a pingar, o melhor é mandar arranjá-la. Neste caso a solução surge quando questionamos como fazer com que algo deixe de acontecer.

Mas esta abordagem não funciona em todos os casos. É preferível adotar uma mentalidade centrada no cliente que o leve a olhar para a causa do problema e não apenas para as suas consequências ou sintomas.

Pensar porque é que algo acontece e o que é que podemos fazer para melhorar a situação gera soluções muito mais criativas do que atacar os sintomas diretamente.

Colocar um penso rápido nem sempre é a melhor solução.

Fique bem e bons negócios,
Ricardo Patrocínio

10 técnicas para tirar o máximo partido de um livro

Se o seu propósito ao ler um livro for adquirir conhecimento, a forma como o lê deve ser substancialmente diferente do que se for apenas para entretenimento.

Quando lê um livro para adquirir conhecimento deve apropriar-se dele, comentando-o e sublinhando-o.

Este é o maior elogio que pode fazer ao escritor.
  1. Sublinhe os pontos principais e as afirmações mais importantes.
  2. Utilize linhas retas mas margens para enfatizar afirmações já sublinhadas ou para marcar passagens muito extensas.
  3. Coloque estrelas ou asteriscos nas margens para marcar as 10 ou 12 ideias mais importantes do livro.
  4. Coloque números de páginas nas margens para indicar uma sequência de ideias relacionadas.
  5. Coloque números de páginas nas margens para indicar uma aparente contradição do autor.
  6. Circule palavras chave ou frases.
  7. Escreva nas margens superior e inferior para registar as questões que tiver e, possivelmente, as suas respostas.
  8. Utilize as páginas em branco no início e no final do livro para escrever o seu resumo.
  9. Utilize as páginas em branco no início e no final do livro para registar as suas reflexões.
  10. Utilize as páginas em branco no início e final do livro para fazer referência a outros livros com uma mesma linha de raciocínio.
Fique bem e bons negócios!

Sabe mesmo?

Por vezes, quando alguém nos tenta explicar um conceito, nós respondemos, eu sei, também li o livro.

Esta é uma proposição muito perigosa.

Ler um livro é completamente diferente de compreende-lo.

Fique bem e bons negócios!

Seminário ou Livro

No primeiro você dedica toda a sua atenção ao orador, toma notas, e no final pode fazer perguntas para esclarecer algumas questões.

No segundo, se fizer uma pergunta ao livro, ele não responde. Pelo menos não diretamente.

Quando lemos um livro e ficamos com dúvidas, temos de nós próprios aprofundar o assunto - efetuar a nossa própria investigação.
...

Costumava ser assim.

Hoje em dia você tem acesso direto a praticamente todos os autores contemporâneos vivos (pesquise por exemplo no LinkedIn).

Coloque questões pertinentes sobre os livros que lê aos seus autores favoritos, na maioria dos casos eles vão respoder e agradecer o cumprimento. E você fica mais esclarecido.

Fique bem e bons negócios!